sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Dedicação aos deficientes físicos é exemplo em Foz

Adilamar Kunzler, 50 anos. Aos olhos de muitos uma pessoa normal, porém a paixão e a dedicação para uma causa especial a torna diferente.

Kunzler conta que nunca poderia imaginar que uma simples viagem faria com que ela fosse parar em uma cadeira de rodas. Mas a persistência, fé, muito esforço e coragem possibilitaram uma boa recuperação. Hoje a cadeira de rodas só permanece na memória, mas também no círculo de amizades, pois é rodeada de pessoas que apresentam certa “deficiência física”.

“O ônibus capotou e fraturei minha coluna, foi preciso fazer um enxerto da bacia para refazer a minha vértebra. Mas foi o acidente que fez com que me dedicasse a essa causa. Vi que com ajuda das pessoas é mais rápido a recuperação e até mesmo a aceitação da dificuldade”, explica Adilamar. Ela conta isso porque foi no período que estava na cadeira de rodas que uma promessa fez mudar totalmente sua vida. “Os médicos falavam que eu nunca voltaria a andar, mas eu disse ‘Se eu voltar a andar dedicarei a minha vida aos deficientes físicos”. E foi isso que ela fez. Há 15 anos, ela fundou uma organização não governamental (ONG), a União dos Deficientes Físicos de Foz do Iguaçu (UDF), que mantêm parceria com diversas instituições em Foz do Iguaçu, oferecendo fisioterapia, acompanhamento psico social, lazer e esporte aos deficientes.

São mais de 100 pessoas cadastradas na UDF. “Somente 10% delas nasceram com alguma dificuldade a maioria das pessoas contraíram por um acidente, por exemplo. Por isso é tão importante as pessoas prestarem mais atenção à esta causa, porque ninguém está longe de vivenciar esta experiência”, conta Kunzler.

Exemplos – Prova da dedicação dos deficientes a UDF mantêm um time de basket especial. São formados somente por cadeirantes apaixonados pelo esporte. No último campeonato estadual a medalha de prata brilhou no peito dos atletas.
Contudo, a ONG tem certas dificuldades, pois não recebe dinheiro do município e do governo. Somente se mantém de doação e recursos próprios. A presidente não descarta a ajuda dos parceiros. “A Uniamérica com os cursos de enfermagem e fisioterapia, o Rotary Club com o banco de cadeira de rodas, e outras pessoas que se dedicam nesta causa”, diz. Outro desafio é vencer o preconceito. “Ainda existe muito preconceito, até mesmo na família os deficientes são discriminados”, conta a presidente da instituição.

SERVIÇO
Avenida Mário Filho, 103 Morumbi II
Atendimento: 7h30 às 12h e das 14h às 18h, de segunda a sexta-feira
Telefones: (45) 3578-2384, 9976-1419 (Dila) e 3525-0853 (Ana)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Sobre o imperialismo ridículo e o escafandro sentimental. 2012

Tá, pode ser que o filme não tenha grandes diálogos Tarantinescos, que nos fazem pensar mais rápido que o esquartejamento alheio. Pode ser que não tenha um roteiro elaborado à lá Spike Lee, ou até mesmo planos milimetricamente pensados por Clint Eastwood.

Porém o filme me fez pensar, “o que é o Cinema se não para chamar a atenção da população e fazer valer histórias absurdas virarem grandes tramas ?” Pois é, essa foi minha grande indagação durante todo o filme. Não é muito embasado no apocalíptico 2012 da civilização Maya (pelo menos o filme só citou trechos do que os Mayas acreditavam, porém o título do filme já diz isso não é mesmo?)

Há os que criticaram o excesso de propagandas, realmente Sony Vaio invadiu o meu cérebro com as sussurrantes imagens. Mas não estamos mesmo inseridos no contexto da indústria cultural. Então porque dar um de anarquista e esquecer quem patrocina o cinema desde o começo? Até porque sem dinheiro não se faz nenhum tipo de filme, nem os de esquerda.

Ah, falando de esquerda, o que prefere? Casa Blanca, A menina de ouro, a família Corleone do Poderoso Chefão. Todos em suas épocas de lançamento foram odiados – não fazendo apologia à 2012 – foram criticados e por demais. A menina de ouro, para mim, só foi o aluguel de um olhar americano sobre o imperialista sonho americano: se dar bem na vida com a batalha amorosa. (uhn?) Tá que é um filmão, mas também não é clichê? Já tocando no assunto.

Agora quando diálogos sentimentalistas se explodem juntamente com a explosão da terra, o que pensar? “Ohn, o mundo está acabando e eles estão debatendo a relação?” Quem dera eu debater a relação sem o mundo estar acabando. Porém quando os costumes, clichês ou não, são analisadas na telona a minha vida pode se refletir nela, e posso sair do escafandro de minha vida, mesmo assistindo um trash 2012, não é mesmo?

É por essas questões que as vezes prefiro um 2012 à um Vick Cristina Barcelona.

*Gary as vezes escreve sobre filmes, não que ele goste de filmes, mas gosta de escrever.

sábado, 14 de novembro de 2009

Quando a paixão determinou o meu futuro

- Tio você vai nos filmar?
- Pode?
- Eu quero aparecer na televisão!
- Ah, então ta bom.

Pode aparecer um diálogo simples e sem recursos de efeito, porém mexeu com os meus sentimentos. Talvez foi porque eu me identifiquei com aquelas crianças. Pude sentir a alegria em alguns segundos fazer parte da vida delas.

Quase me vi em seus curiosos olhos, saltitantes. Palavras, palavras e mais palavras. Nos primeiros versos, nos primeiros refrões, perguntas:
- Tio, você é repórter?

E me fizeram afirmar, pensando lá dentro.
- Faço com amor!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

IGUAÇUENSES PARTICIPAM DE EVENTO GLOBAL PARA CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL

Para alguns sonhadores, para outros idealistas, mas na verdade o que eles queriam mesmo é mostrar que estão engajados na luta pela mudança do meio ambiente. Motivados pela necessidade de cuidar da preservação ambiental um grupo de 15 pessoas foi até ao Parque Nacional do Iguaçu, mundialmente conhecido por abrigar as Cataratas do Iguaçu, para tirar uma foto e enviar para o evento global denominado 350.ORG, na segunda-feira (02/11).

A manifestação estava marcada para acontecer no dia 24 de outubro. Contudo, a forte chuva que caiu em Foz do Iguaçu naquele dia, impossibilitou a realização do evento, sendo adiado para o feriado de Finados. Nas demais partes do mundo, dentre elas quatro cidades brasileiras - São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF) - o evento correu na data prevista, mobilizando aproximadamente 170 países.

Movimento - O 350.ORG é um movimento criado e repercutido em todo o mundo que busca diminuir ou manter o nível de dióxido de carbono (CO²) em 350 partes por milhão (PPM) na atmosfera. Para os ambientalistas se as concentrações de CO² atmosférico se elevar acima das 350 PPM o planeta estará sob risco de catástrofe. Por isso, pessoas do mundo todo estão se mobilizando para estabilizar o planeta de qualquer tipo de desastre natural.

Empresaria e mantenedora de um programa que visa diminuir o impacto ambiental, Ana Paula Simões, explica como aconteceu o convite para participar das atividades desenvolvidas pelo 350.ORG. “Inicialmente cadastramos um plantio de árvores para participar do dia mundial de ação climática. A partir dessa atitude, o pessoal do 350.ORG entrou em contato solicitando que fizéssemos uma foto nas Cataratas, até mesmo pela representação como ícone da natureza e preservação na necessidade de cuidarmos das águas”, comenta.


GreenSteps - O cadastro no dia mundial de ação climática aconteceu entorno de um programa que empresários de Foz do Iguaçu mantêm, o GreenSteps , que é uma parceria da Consvita Assessoria e a Trafor Comunicação, com o objetivo de neutralizar a emissão de CO² proveniente das atividades que o homem realiza em seu dia-a-dia através do plantio de árvores em áreas prioritárias de reflorestamento ambiental no município de Foz do Iguaçu.

“O GreenSteps é um programa de sustentabilidade destinado às empresas e pessoas físicas que visam compensar o impacto natural causado por suas ações diárias através do reflorestamento de áreas degradadas, o chamado crédito de carbono. A nossa proposta começou com a percepção de que tínhamos que trabalhar não só do ponto de vista empresarial e sim ambiental. Então desenvolvemos o GreenSteps que não é uma idéia nova, o projeto já existe na Europa e nos Estados Unidos, que é justamente você diminuir o impacto ambiental no planeta através do plantio de árvores”, conta o publicitário e sócio da Trafor, Rodrigo Guedes.

Através do GreenSteps o evento global pode se manifestar também em Foz do Iguaçu, repercutindo a cidade e o seu principal atrativo turístico em ações de preservação ambiental.

Guedes ainda explica que para a assistência diária dos problemas com o dióxido de carbono é preciso manter várias ações como “a reciclagem do lixo, a escolha do tipo de transporte para a locomoção, os hábitos alimentares e a escolha dos eletrodomésticos, pequenos passos que podem fazer a diferença”.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Um ato, várias emoções.


O Festival de Teatro de Foz do Iguaçu em sua VII edição nos permeia a cultura, nos revela a verdadeira imposição do ser humano em seu meio ambiente, ser agente transformador da realidade e da sociedade.



Para mim felicidade, sonho e nostalgia. É onde as pessoas realmente podem se manifestar com, ou sem, a aprovação dos alheios, dos dignos indgnados, formadores, ou não, de opnião. Nudos, desnudos, carecas, descabelados. Lá no palco é a verdadeira questão de ser, ou não ser!



Ser forte ou fraco, quem deve saber? Chorar de alegria ou rir de tristeza, tudo pode mudar, tudo pode tencionar para o bem, ou para o mal, quem pode solucionar? Teatralizar, verbalizar o sinônimo símbolo da morte, ou da vida!



sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Elefante Branco


*Gary

Quando vi aquele elefante branco, “ah que maravilha de elefante branco”. Logo peguei minha arma predileta: um realejo branco cheio de doces de carmelo. Mirei, na trompa e atirei. Sussurrei, “quero o coração, o coração em minhas mãos”. Ouvi, ouvi o branco gritou, berrou e disse: “Serei para sempre o seu amado”. Nada me intimidou porem no escuro imitou. Soltei, soltei a armadilha para no fundo ser eu novamente.

Lembrei-me de Saramago, o grande José. Sua brancura me cega, sua memória me persegue. A amarula me dissera, mas não posso já matei o grande, formoso e misterioso elefante branco, ele que é bufante antes que o dia me banque.

* Garon Piceli de vez em quando deixa a imaginação vir sem restrição, e usa dessa ferramenta para viajar no mundo da fantasia que normalmente é realidade para ele.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A megalomaníaca cultura imperialista


Ambientes se tornam cada vez mais voltados à imposição de valores, dinheiro vira o centro da vida, e os bons e velhos costumes, como o de falar sobre a vida alheia, vão ficando para trás. O cult agora é ler velharias e ouvir Bossa Nova

Gary*

Chega de diplomacia nestas humildes linhas. Vamos partir agora à realidade de como funciona a maquina da cultura medíocre em nossa sociedade.

É uma indústria que monopoliza a vida humana, é o caminho real que tenta se tornar irreal para pegar tolos, gregos e troianos. Porque gosto das alternativas? Somente para fugir da cultura imperialista que tenta capturar com seus dentes deglutidores de sangue, lágrimas e gostos pessoais.

Vai desde o compositor, e para falar a verdade isso sempre bem aconteceu. É o quarto poder tomando conta dos primeiros. Estranho eu comentar sobre isso, já que tecnicamente estou inserido nele, mas é por isso, por conhecer um pouco da realidade de como funciona o caminhar dentro de uma redação de jornalismo que me irrito cada vez mais com a praticidade de como está a situação catastrófica que se tornou.

No começo jogava na ponta esquerda, aqueles que nunca defenderiam a situação. Isso no começo. Logo me decepcionei com os companheiros e passei a atuar na esquerda liberal, defendendo todo e qualquer tipo de cultura que mantivesse uma posição de manifestação. Agora estou somente na esquerda mantendo-me em um local privilegiado, o de xingar sem compromisso. E é esse o melhor lugar que posso estar. Agora, voltando a minha suposição de que, toda cultura é imperialista, salvo exceções, que são verdadeiros exemplos na vida urbana acostumada a impor costumes, de algo muito parecido ao Creative Commons. Onde o dono permite o uso de seus direitos autorias, porém obriga que coloque a fonte. Disse: sou de esquerda, porém os esquerdistas precisam se sustentar. Nem sempre o idealismo fala mais forte, não é? E é aí que entra o imperialismo, dominando as nossas vidas e entregando prêmios Nouvelle Vague (leia-se Nobel da paz) todos os dias.

*Garon Piceli está no Twitter, lá ele é encontrado como @garonphn, é estudande de jornalismo e as vezes escreve o que lhe vem à telha, como neste post, por exemplo.